Meio Ambiente
Muita gente só pensa em emissões de origem móvel – quando, na realidade, parte maior ainda se deve a várias outras fontes, uma delas a industrial.
A primeira fábrica livre de emissões de dióxido de carbono (CO²) do mundo tinha de ser uma instalação automotiva – afinal, esta é a indústria mais visada pelos ambientalistas, que vêem nos automóveis o grande vilão mundial – esquecendo-se de todas as outras fontes, até mesmo automotivas, como motos, caminhões e principalmente ônibus.
A fábrica de Ghent, a 60 km de Bruxelas, capital da Bélgica, já tinha 30 anos quando, dois anos atrás, a engenharia da empresa resolveu transformá-la na primeira instalação industrial do mundo isenta de CO² – apenas a primeira, já que todas as outras do grupo vão ser igualmente ‘limpas’ dentro dos próximos anos.
Três turbinas eólicas geram metade da energia necessária para o funcionamento da planta, a outra metade vindo de fonte com certificação verde da empresa belga de energia Electrable. Para minimizar a necessidade de energia, o teto recebeu janelas para iluminar de forma natural o interior, cujos piso e paredes são agora pintados em cor clara, resultando na possibilidade de desligar as luzes elétricas durante o dia.
Como um dos maiores gastos de energia vem com a necessidade de aquecimento de todo o “envelope” da fábrica, 70% dele é feito com combustível peletizado de biomassa, os 30% restantes vindos de uma caldeira convertida para a queima de bio-óleo.
Hoje, Ghent produz 35 mil caminhões/ano e emprega 2,5 mil pessoas.
A próxima fábrica da Volvo a ser isenta de emissões de CO2 é a da Volvo Trucks (caminhões) em Tuve, na Suécia. O planejamento total está quase pronto assim como a solicitação das licenças ambientais.
E as coisas não vão ficar por aí. Leif Johansson, presidente e principal diretor operacional da Volvo, diz: “Nossa ambição é tornar todas as nossas unidades fabris livres de CO². Ghent foi a primeira”. BSB 02/01/2008 |