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13/08/2008
Cuidados com o óleo são fundamentais para evitar 'dor de cabeça'

Cuidados com o óleo são fundamentais para evitar 'dor de cabeça'

Devo trocar o óleo a cada seis meses mesmo que não complete a quilometragem recomendada para troca de óleo e filtro?

- Andréa de Castro, José Luiz Pedroso, Sidney Lopes de Miranda, Vitório Canossa e Adrian Gustavo, entre outros.
O produto em si, quando em embalagem lacrada e armazenada de maneira correta, tem validade indeterminada. Porém, quando adicionado ao motor do carro, deve ser observado o limite de quilometragem conforme o tipo de óleo e a recomendação do fabricante do veículo. É muito importante, porém, fazer a troca no período máximo de seis meses, mesmo que a quilometragem recomendada ainda não foi atingida. 


Um motor que roda com óleo mineral pode ser substituído por óleo sintético? 

- Carlson 
A substituição é possível, mas é necessário um pouco mais de cuidado para esgotar todo o óleo do motor para que o óleo antigo não "contamine" e comprometa o desempenho do óleo sintético. Vale lembrar que a troca do filtro é sempre obrigatória, independentemente da quilometragem ou do tipo de óleo.

 

O fabricante do carro me recomenda trocar o óleo de cinco a oito mil km enquanto o fabricante do óleo diz 20 mil km. O devo fazer?
Vanderlei Farias e o José Flávio
As empresas de lubrificantes elaboram produtos com especificações variadas para atender todos os modelos no mercado e também prazos de troca mais alongados. Porém, ressalvam que a especificação do fabricante do carro é quem manda, independentemente se o óleo é mineral ou sintético. Mesmo se o óleo tiver algum diferencial sofisticado, como nos modelos para competição, o manual é rígido na recomendação, ou seja, o melhor é seguir o que manda o fabricante do carro. 


Quando da troca de óleo do motor há necessidade de colocar aditivo?

- Joldeir Messa, Marcio Valdevino, José Carlos Lourenço, Luis Otávio e Delfim Bouças
Se você utiliza um óleo de boa procedência e que atenda às especificações do fabricante do carro, não há a necessidade de colocar aditivos complementares. Os lubrificantes recomendados pelas marcas já possuem todos os componentes necessários para o bom desempenho do motor. Para alguns casos específicos, como motores mais rodados ou já comprometidos, os aditivos conferem uma sobrevida, mas somado ao custo de um bom óleo, não compensa.

 

Foto: Divulgação 

Divulgação

Nunca misture óleos diferentes (Foto: Divulgação)

Posso completar com óleo mineral um motor abastecido com óleo sintético?

- Genaro Avelino

Nunca, pois as especificações entre os óleos são muito diferentes. Desse modo, os não irão se misturar adequadamente e algumas partes do motor ficarão sem lubrificação. Além disso, aumenta exponencialmente a chance formar borras (carbonizar excessivamente). Não misture óleos de especificações diferentes.

 

 

É verdade que para cada faixa de quiilometragem o óleo é diferente e varia de preço?

- Ana Patrícia

Não há diferença, isso é conversa fiada de frentista de posto para cobrar mais. O produto está lá para ser colocado em um carro com 10, 20 ou 50 mil quilômetros, sem distinção. Entretanto, motores mais rodados, acima dos 100 mil quilômetros, podem utilizar produtos específicos, como óleos para alta quilometragem (mais grossos) ou complementares, se for notado algum dano, batida de pino ou algo do gênero. Esses óleos de especificações diferentes podem custar um pouco mais caros.

O óleo do meu acrro abaixa um litro a cada 1.000 km rodados. Eu tenho que estar completando toda hora?

- Leandro Lima de Oliveira

Na maioria dos manuais, os fabricantes de carros são generosos e chegam a admitir a tolerância do consumo de 1 litro de óleo a cada 5 mil quilômetros. Outros são mais coerentes e colocam esse valor em 1 mil quilômetros, ou seja, cinco vezes menos.
Na prática, após 2 mil quilômetros, o nível tende a baixar normalmente. Por isso, a constante verificação é de extrema importância para manter o motor do seu carro em dia. Se estiver próximo do limite para a substituição e o nível estiver muito baixo, o recomendável é antecipar a troca. É importante observar o nível sempre que possível e completar quando estiver abaixo ou mesmo no limite do recomendado. Mas lembre-se de fazer as medições corretamente, com o repouso de no mínimo 3 minutos e com o carro em local plano.

Qual é a melhor maneira de substituir o óleo, pelo método de sucção ou pelo tradicional (soltando o parafuso do cárter)?

- Eduardo Motta e Edson 
Na verdade, o ideal seria a soma dos dois. Mas, na vida real, o melhor é o método tradicional de soltar o parafuso do cárter. O método de sucção é mais prático e rápido, porém não retira todo o óleo usado do motor.

Autor:   globo.com  


 
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